Para que o candidato à adoção consiga ter a guarda de uma criança ele precisa fazer uma entrevista para que a Vara (local de adoção) de seu município designe se está apto a obter essa responsabilidade. As entrevistas têm como objetivo conhecer os motivos e as expectativas dos interessados na adoção, sendo que os psicólogos avaliadores buscam através de uma minuciosa análise, conhecer o pretendente e como será o relacionamento entre ele e a criança. Depois é preciso conciliar as características da criança/ adolescente com as pretendidas pelos adotantes.
Os candidatos que são reprovados na entrevista são divididos em dois grupos: inaptos e inidôneos. Os inaptos são considerados impróprios no momento e poderão fazer parte de serviços de acompanhamento, apoio e reflexão para que possam ser novamente avaliados posteriormente. Já os inidôneos são considerados impróprios para aderir a tal responsabilidade, por representarem riscos à criança. Estes são descartados definitivamente do cadastro.
Algumas pessoas que são submetidas às entrevistas nem sempre pretendem adotar uma criança, mas gostariam de ajudar. Nesse caso, eles são orientados a realizar outros tipos de reforço, como o sistema de apadrinhamento, onde pessoas ajudam financeiramente a criança de quem é padrinho. Lembrando que nem sempre crianças que possuem padrinhos dentro de instituições estão sujeitas a adoção. Muitas delas possuem pais, mas têm algum tipo de carência familiar.