Uma idéia brilhante

novembro 23, 2008

crianca-de-ruaaaaaa2

 

Uma equipe da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) fez uma pesquisa sobre moradores de rua e descobriram que o número de crianças de até seis anos de idade vivendo nas ruas mais do que dobrou (Jornal Já Online). Por isso, é preciso cuidar para que este problema não caia na banalização. Não podemos aceitar crianças na rua como parte da paisagem natural do nosso país. Segundo o autor Ricardo Campos em seu texto “Dossiê sobre o menor”, o problema do menor abandonado “trata-se de uma imensa ferida social, que faz-nos pensar se tal não expressa uma perigosa perda dos limites morais e éticos da população”. Dessa forma, não podemos ignorar essas crianças de rua, pois elas necessitam mesmo é de atenção.

 

 

Pensando nisso, o Grupo Ruas e Praças (GRP) apresentou em agosto a II Exposição de Telas intitulada “A Casa”. Os quadros foram pintados pelas crianças e adolescentes, que vivem em situação de rua, atendidos pela instituição. A idéia de fazer essa exposição foi do educador e também artista plástico Sandro Félix. “Todo o trabalho desenvolvido na rua é um meio para tratar as questões políticas, não é a pintura só pela pintura e sim um processo educativo”, afirma ele.

 

 

O Grupo Ruas e Praças é um espaço onde crianças e adolescentes de rua participam de atividades artísticas e culturais. E foi neste lugar que os meninos e meninas junto com o educador decidiram fazer a exposição. Segundo Félix, “é um espaço para falar dos direitos que são negados, junto com o prazer que eles têm de pintar, o que aumenta a auto estima, pois mesmo não sabendo escrever eles se sentem valorizados”.

 

 

Idéias brilhantes como essa nos servem de exemplo e levam a essas crianças uma forma mais esperançosa de inclusão social, dando a elas uma chance concreta de sentirem capacitadas a construírem um futuro melhor.

 

 

Fontes: Jornal Já Online – 30/07/08

              Agência Roda Online – 12/08/08

              CAMPOS, Ricardo Herculano. Dossiê sobre o menor. Revista Estudos da Psicologia. Natal, RN, Vol. 2 n°1, jan/junho, 1997.

 

 


Empresa promove ‘Cine Pipoca’ à associação de amparo à criança

novembro 21, 2008

A Tactus Gestão Contábil, Financeira e Recursos Humanos, realizará neste domingo (30), às 15h, uma Sessão de Cinema (‘Cine Pipoca’) para as 32 crianças da Associação São Luiz, nas dependências da Entidade Filantrópica, em São Bernardo.

Já é o segundo evento que a empresa realiza com a entidade, sendo que a primeira foi feita em agosto deste ano, quando promoveu um passeio ao zoológico de São Paulo com as crianças. O objetivo do evento é aproximar os funcionários da empresa da realidade das crianças, enquanto as diverte. 

“Por volta de 20 funcionários virão aqui passar a tarde com as crianças. Elas estão adorando”, disse Tereza Maria Bertoni, coordenadora da Associação São Luiz.

A Tactus, além de estar custeando equipamentos, também comprará os comes e bebes e uma surpresa a ser doada a cada criança. O DVD escolhido foi a animação infantil “Kung Fu Panda”, filme estreado este ano nos cinemas.


Mutirão Trato na Escola

novembro 20, 2008

 

O governo do Estado de São Paulo vai realizar, em janeiro e fevereiro, o mutirão “Trato na Escola”. A intenção é revitalizar as escolas públicas durante o período de férias. A Secretaria da Educação, por meio da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), irá repassar R$ 35,561 milhões diretamente às Associações de Pais e Mestres (APMs), o equivalente a R$ 7 mil por unidade escolar, para a aquisição de materiais e a contratação dos serviços.

 

mutirão

mutirão

 

 

O projeto pretende, também, chamar a atenção dos pais, dos alunos e da comunidade às atividades da escola, o que estimula a preservação de um ambiente mais agradável, favorável à educação. O Mutirão Trato na Escola pretende despertar o espírito do cuidado e da manutenção das boas condições dos prédios escolares. A ação incentiva também a participação de empresas, ONGs (organizações não-governamentais) e Instituições Públicas, entre outras instâncias da sociedade.

 

Fonte: Site do Governo do Estado de São Paulo


Teatro Popular

novembro 19, 2008

Como disse Pelé: “Naquele tempo, muitos eram apenas trombadinhas. Hoje eles já são seqüestradores.” – Pelé, explicando que sua grande derrota foi não ter sido ouvido quando pediu que o Brasil cuidasse de suas crianças carentes. (Isto é, 13.02.2002).
Ou seja, qualquer atividade é válida para tirar crianças carentes dessa realidade de ociosidade que as leva para uma relidade ainda pior, a de violência, na qual quase nenhum consegue sair.

Foi pensando nisso que a Cia. Teatro Máscaras há 15 anos desenvolve um trabalho em comunidades, escolas, empresas e outros locais criando e apresentando pequenas peças com linguagem direcionadas aos públicos infantil, juvenil e adulto.
Criaram o projeto “Teatro Popular” que leva todo esse trabalho de cultura e entretenimento ao público local.

Com as conhecidas peças: O Grande Circo Tatuí, O Lobo Doce (o retorno), Os Músicos de Bremen, Caichinhos de Ouro e Cidade Limpa.

A companhia visa atender algumas falhas no sistema como a falta de acesso que as crianças carentes têm com relação a cultura e de um modo didático e criativo, elas transmitem através dessas peças conteúdos morais e interativos.

Para saber mais sobre o projeto acesse: http://www.marica.com.br/2006/2405alfredoc.htm


Não bata, eduque

novembro 18, 2008

Em quase toda sociedade as punições corporais e psicológicas contra crianças e adolescentes são utilizadas como ferramentas essenciais para a disciplina, palmadas, chineladas e ameaças estão presentes em muitas casas, escolas e outras instituições.
Embora para a maioria das pessoas “psicologia da palmada” seja usada como um instrumento corretivo, para a educação das crianças, ela acaba por trazer a banalização do uso da violência como meio de solucionar conflitos. Além de dar as crianças à idéia de que a violência é uma maneira plausível e aceitável de solucionar conflitos e diferenças, principalmente se tem vantagem física sobre o outro.
Esse tipo de punição poderá trazer reflexos negativos ao longo da vida da criança, além de constituir uma violação aos Direitos Humanos fundamentas. Por isso os responsáveis devem aprender a ensinar as crianças através de conversas, ao invés de aplicar castigos desnecessários, que além de machuca-los fisicamente poderá trazer problemas psicológicos para a criança em um futuro próximo.


Entrevistas

novembro 17, 2008

Para que o candidato à adoção consiga ter a guarda de uma criança ele precisa fazer uma entrevista para que a Vara (local de adoção) de seu município designe se está apto a obter essa responsabilidade. As entrevistas têm como objetivo conhecer os motivos e as expectativas dos interessados na adoção, sendo que os psicólogos avaliadores buscam através de uma minuciosa análise, conhecer o pretendente e como será o relacionamento entre ele e a criança. Depois é preciso conciliar as características da criança/ adolescente com as pretendidas pelos adotantes.

Os candidatos que são reprovados na entrevista são divididos em dois grupos: inaptos e inidôneos. Os inaptos são considerados impróprios no momento e poderão fazer parte de serviços de acompanhamento, apoio e reflexão para que possam ser novamente avaliados posteriormente. Já os inidôneos são considerados impróprios para aderir a tal responsabilidade, por representarem riscos à criança. Estes são descartados definitivamente do cadastro.

Algumas pessoas que são submetidas às entrevistas nem sempre pretendem adotar uma criança, mas gostariam de ajudar. Nesse caso, eles são orientados a realizar outros tipos de reforço, como o sistema de apadrinhamento, onde pessoas ajudam financeiramente a criança de quem é padrinho. Lembrando que nem sempre crianças que possuem padrinhos dentro de instituições estão sujeitas a adoção. Muitas delas possuem pais, mas têm algum tipo de carência familiar.

 


Atitude solidária

novembro 16, 2008

 criancas-de-rua

Jorge Amado, grande escritor brasileiro, mostra em seu brilhante romance, “Capitães de Areia”, de 1937, a vida e o cotidiano de um grupo de meninos que utilizavam a rua como seu único espaço de sobrevivência. Esse livro descreve com clareza o tema que persiste até hoje: o problema do menor abandonado na sociedade brasileira. Toda sua tristeza e angústia, a distribuição injusta da riqueza e a falta de emprego fazem parte da triste realidade social brasileira.

Pensando nisso, em 2006, foi realizada uma exposição, em Londres, com fotografias tiradas de crianças de rua no Rio de Janeiro. As câmeras foram dadas a elas com o objetivo de inspirar o grupo a documentar suas vidas. Os menores receberam orientações das fotógrafas Caroline Shuttle e Alice Mahatani, que acreditam que a fotografia pode ser uma ferramenta para aumentar a auto-estima dessas crianças. E encorajaram cada um desses pequenos a se expressarem com honestidade e criatividade.

Segundo reportagem da BBC Brasil, as imagens que resultam dessa experiência mostraram uma cidade de beleza e violência e também de muitas cores. E espera-se que a exposição informe ao público a respeito da dura realidade das vidas das crianças e faça cada um refletir um pouco mais.

Assim, essa atitude solidária e muito bem pensada nos serve de exemplo e mostra que têm pessoas que se preocupam com essas crianças, levando um pouco de alegria e esperança a elas. Isso porque, o problema dos menores abandonados é um assunto sobre o qual muitos emitem opiniões, mas poucos se mobilizam para fazer algo.

Fonte: BBC Brasil Online (15-06-2006)


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.